Nota quebrada

Edição: 681 Publicado por: Marilda Vivas em 22/01/2020 as 09:04

 
Leitura sugerida

A convite de Jair Bolsonaro, a atriz Regina Duarte aceitou o convite para assumir o comando da Secretaria Especial da Cultura do governo federal (20), dividindo opiniões dentro e fora do meio artístico. 

Após a reunião, o Palácio do Planalto confirmou que a atriz iria a Brasília no dia de ontem, quarta-feira (22), para conhecer a estrutura da secretaria Especial de Cultura. Naturalmente, ao ler esta nota no dia de hoje (23), você, leitor, estará mais apto do que eu para dizer se ela foi ou não confirmada no cargo. Mesmo desprovida de dotes premonitórios, arrisco dizer que sim.

Como se sabe, o cargo para a chefia ficou vago (17) após a exoneração de Roberto Alvim (o terceiro a ocupar a cadeira), demitido depois de ter postado um vídeo no qual copia uma fala do ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels.

 

A Secretaria Especial de Cultura (SEC)

Criado em 1985 pelo então presidente José Sarney, o Ministério da Cultura (MinC) foi transformado na gestão de Jair Bolsonaro na Secretaria Especial da Cultura, subordinada à pasta da Cidadania, sob comando de Osmar Terra. Em novembro do ano passado, passou a fazer parte do Ministério do Turismo.

A pasta tem como responsabilidade concentrar as políticas públicas de cultura do governo federal, cuidar dos editais da área e chefiar instituições como a Biblioteca Nacional e a Funarte, por exemplo, e gerir leis e fundos de incentivo à Cultura. Também, estão sob responsabilidade da secretaria políticas específicas do setor como o Plano Nacional de Cultura, o Plano Nacional do Livro e da Leitura e o Programa de Cultura ao Trabalhador, conhecido como vale-cultura.

No momento, estão vinculadas à secretaria a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a Funarte (Fundação Nacional das Artes), a Biblioteca Nacional, a Fundação Casa de Rui Barbosa e a Fundação Cultural Palmares.

Completam o quadro, as seguintes subpastas: Secretaria da Economia Criativa, Secretaria do Audiovisual, Decretaria da Diversidade Cultural, Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, Secretaria de Difusão e Infraestrutura Cultural e Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual.

Todos os cargos de chefia dessas subpastas e dos órgãos são de nomeação do secretário.

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Vereador nosso de cada dia

Quando estamos diante de uma situação difícil, costumamos dizer que a coisa “tá ruça”, meio complicada. É sempre assim, em ano de eleição. Salário bom, um certo grau de mordomias, equipe paga com o dinheiro público, vez por outra, carro alugado às custas dos cofres municipais, material de expediente, flexibilidade no horário de trabalho... Nem nas quase apáticas sessões da Câmara se é obrigado a comparecer, por vezes, uns dez ou quinze minutos e nada mais. Uma desculpa de trabalho de base, reunião aqui ou acolá, compromissos assumidos anteriormente ou quaisquer outras justificativas já são mais do que suficientes para assegurar a totalidade dos “honorários”. Sessões especiais do Legislativo? Esquece. Também não há necessidade de se fazer presente. Outorga de títulos de Cidadão Benemérito ou Honorário contribui bastante para dar visibilidade na mídia. Não tem muito o que inovar. Meu, minha, meus, minhas são os pronomes possessivos mais usuais. Se disputa houver, só perdem para o pronome pessoal do caso reto eu: eu isso, eu aquilo... faço e aconteço. Meu bairro, minha comunidade, meus idosos, minha reunião com fulano de tal...  Saúde é um tema sempre recorrente. Já li postagens em redes sociais nas quais o aumento dos índices de atendimentos em postos de saúde, foram motivos de elogios por parte do vereador.  Sim. Isso mesmo: saudados como eficiência de gestão. Não faltavam nem fogos de artifícios. Cruz credo! E a ladainha se repete a cada ano: votar em quem conhece, em quem mostra força e poder. Candidato novo, sem dinheiro, sem estrutura ou mesmo apoio partidário, ah!, esse não conta. Pode ser bão, mas não conta. Devido a isso, as chances de reeleição de alguém, que já está no mandato aumenta bastante, por mais incompetente que seja. E, vamos combinar: lorotas à parte, a culpa é nossa mesmo e de mais ninguém. Como não reeleger um vereador a quem posso chamar de meu? No fundo, no fundo, com raras exceções, somos apenas eleitores que murmuram. Ser indiferente não vai nos ajudar muito.

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Poesia filosófica

“Não preciso saber tua idade,

Nem onde mora,

ou com o que trabalha.

Quero saber de tua relação com as estrelas,

O quanto de cura tem no teu sorriso,

E se há Amor em tua fala.”

                                                  (Via Facebook; Lúcia Helena Galvão Maia).

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