Disfarça

Edição: 682 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 29/01/2020 as 10:07

 
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Vendo as imagens das enchentes ocasionadas pelas chuvas torrenciais, em várias cidades do norte do Rio de Janeiro e em Minas Gerais e no Espírito Santo, chama a atenção a quantidade de casas e até prédios nas margens e até sobre os rios que transbordaram. Quem os deixou morar tão perto dos rios? Será que alguém era dono de lote em cima do rio, ou será que nossa falida forma de governar, que deixa construírem onde não se deve, vai passar desapercebida e vão colocar a culpa somente na intempérie climática?

 

Peruca

Como este ano é de eleições municipais, já começam as movimentações do grande teatro envolvendo os partidos, como se tais fossem as agremiações que deveriam ser. Solenidades de posse de diretórios regionais, comissões provisórias e presidentes a serviço de outrem, sucedem-se no falsete teatral dos políticos brasileiros que, tal qual o careca de peruca, acham que ninguém reparou no artifício tapeatório.

 

Reeleito nunca

E um dado que pode ser preocupante para o atual prefeito. Desde quando se criou a possibilidade da reeleição, Valença nunca reelegeu nenhum prefeito. Nem mesmo os chefes políticos de ocasião, Fernando Graça, o pai, e Luiz Antônio Correa, quando prefeitos, não conseguiram a reeleição. Valença, no que diz respeito a prefeito, gosta de um troca-troca.

 

Engraçado

Quando a água ruim era só em Valença, não havia tanto alvoroço por parte da Assembleia Legislativa (Alerj), da Justiça e do Ministério Público estadual, como agora diante da fedorenta e turva água do Rio de Janeiro. A Alerj solicitou informações à Cedae e à Secretaria de Meio Ambiente, sobre a qualidade da água. O MPRJ instaurou inquérito civil para apurar danos coletivos aos consumidores. E a Justiça estadual cobrou um plano de monitoramento da água à famigerada empresa.

 

Mandinga

E parece que a maldição valenciana recaiu sobre seus detratores. Lá atrás, quando se discutia o contrato da Cedae, um seu diretor, em momento de destempero, disse que o valenciano bebia “água de cocô”. Agora, com a Cedae prestes a ir embora de Valença, aquele diretor já demitido assiste a sua valiosa empresa servir algo parecido ao contribuinte carioca. Um absurdo, não é mesmo seu Heleno?!

 

Asfalto

Ouvi dizer que a rua João Pereira será asfaltada. Espero que o governo aja com critério quando for decidir qual outra rua merece tão digno reparo. Digo isso, para defender que a rua 27 de Novembro deveria ser melhor encarada. Afinal de contas, por ser a rua que leva às garagens das concessionárias de transporte coletivo, de coleta de lixo e de energia, além de ser caminho alternativo dos caminhões pipa rumo à estação de tratamento, invariavelmente, está bombardeada devido ao pesado tráfego.

 

Estratégica

A rua 27 de Novembro é bem conhecida do colunista, que nela reside, e que, além de estar a puxar a sardinha para o seu lado, tem a dizer que o referido logradouro é estratégico, por todas estas pesadas empresas que atende, como também porque pode ser usada, ainda, como entrada alternativa na cidade, visto que começa, ou acaba, lá na Aparecida, na entrada para o bairro João Dias. É uma das maiores ruas de Valença, seguramente.

 

Desce e sobe

Faltou dizer que é a rua que atende também a um improvisado heliporto nas proximidades da antiga pedreira. Ali, vira e mexe, descem e sobem soturnos helicópteros. Como passa perto da minha cabeça e irrita meus ouvidos e de meus cães, eu pergunto: helicóptero pode descer onde bem entende?

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