IEDs e política brasileira

Edição: 682 Publicado por: Marco Antônio dos Santos em 29/01/2020 as 10:10

 
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IEDs (improvised explosive device/dispositivo explosivo improvisado) são armadilhas montadas com explosivos, óbvio, colocadas em estradas, edificações, veículos, objetos etc, sendo uma das principais causas de baixas de militares e civis no Iraque e Afeganistão, atualmente.

As principais características delas são o elevado índice de letalidade e a dissimulação entre coisas sem importância, o que dificulta ou até impede a prevenção e neutralização e as torna muito traiçoeiras.

Mesmo os especialistas mais experientes têm dificuldade em encontrar IED.

Os norte-americanos, com finalidade de reduzir danos causados por tais armadilhas, desenvolveram veículos MRAPs (mine resistant ambush protected/proteção resistente a armadilhas com minas) dotados de tecnologia de ponta, operados por especialistas de alto nível de formação.

Mas o que isso tem a ver com políticos brasileiros?

Ontem, 22 de janeiro, ao assistir à entrevista do vice-presidente da República, em programa de tevê a cabo, por volta das 22 horas, concedida a um grupo de jornalistas, em certo momento, se falou em aparelhamento.

Aí me dei conta de quantas armadilhas, IEDs figurados, dissimulados em sistemas, pessoas, tecnologias, cargos, funções, leis, decretos, portarias, mídias, etc estão dentro da atual administração pública brasileira, sempre prontas a detonar iniciativas e soluções pretendidas para levar o país ao desenvolvimento e ao bem-estar social.

Claro, literalmente não explodem, mas estouram na forma de escândalos, de corrupção, de incompetência premeditada, de sabotagens, críticas descabidas, destruição de imagens públicas, etc.

A cada semana um caso, pelo menos, é revelado.

Em realidade, isso vem de séculos. Mas foi acirrado nas últimas três décadas.

Agora, momento em que se trata de restaurar o domínio estatal sobre a Amazônia, impondo preservação ambiental responsável e tecnicamente viável, associada a exploração, os encarregados das missões devem estar externamente atentos aos IED.

A astúcia deve estar entre os princípios de gestão.

A questão fundiária e agrária no Brasil e na região Norte, por exemplo, sempre foi questão explosiva.

Nem todos os IED são antigos, alguns podem ter sido colocados recentemente, em traiçoeiras manobras de loteamento de espaços políticos.

Convém lembrar que não estão facilmente visíveis ou localizáveis.

Terão que ser desenvolvidos eficientes e eficazes MRAPs, para prevenir e reduzir danos.

É importante que os bons não se tornem baixas.

Este é apenas um texto escrito com a finalidade de esclarecer que as armas de guerra atuais não são aquelas que disparam “balas”.

Qualquer semelhança com fatos reais, claro, é mera coincidência.

Marco Antônio dos Santos- Vítima recente de IED

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