Gasolina pra quem te quero

Edição: 683 Publicado por: Marilda Vivas em 05/02/2020 as 09:24

 
Leitura sugerida

Destaque no  blog elizeupires.com,  a licitação de dezoito mil litros de gasolina pela Câmara de Valença ganhou evidência nas redes sociais através de inúmeros compartilhamentos. Afinal, destaca a publicação, considerando “um consumo médio de um litro por um percurso de dez quilômetros, a quantidade expressa no aviso de licitação daria para um carro percorrer 180 mil quilômetros, o que representaria quatro voltas e meia pelo planeta Terra, que tem 40.075 quilômetros de circunferência.”

Realmente, fica difícil compreender o porquê dos veículos institucionais da Câmara de Valença necessitarem de tanto deslocamento.

E, mimimi é o escambau! O volume licitado supera duas vezes e meia a aquisição ocorrida em fevereiro de 2018, conforme destaca a reportagem, quando foram licitados 7.300 litros de gasolina a serem gastos em um período de dez meses.

A frota aumentou? Foi isso?

A sugestão que faço? Bem. Penso que a Casa deveria publicar com destaque os dados contidos no Termo de Referência (ou projeto básico) para que os munícipes possam identificar os veículos com permissão para abastecimento a partir do contrato e também saber a quanto anda a frota institucional.

Nesse caso, a transparência é mais que salutar: ela é imprescindível.

Quatro voltas e meia ao redor do planeta Terra é muita coisa!

 

Exageros

É difícil ler uma reportagem dessas, sem espanto! Por mim, passaria batido o Aviso de Licitação publicado no Boletim Oficial visto não ter a mínima ideia de quantos quilômetros um carro faz com dez litros de gasolina. Esses cálculos não fazem parte das minhas vivências pessoais. Contudo, na medida em que alguém que entende do riscado faz questionamentos pertinentes, esses precisam ser prontamente respondidos. Res por res.

A pergunta que me faço quando me deparo com os gastos públicos que bancam a classe política do Brasil é sempre a mesma: Em que pedacinho do exercício do mandato esses cidadãos de primeira categoria gastam seus próprios recursos?

Sim. Eles não ganham mal no exercício de suas funções. E, nesse mesmo exercício de funções, onde ou em que será que eles gastam parte daquilo que recebem.

Mamíferos de luxo, já devo ter escrito aqui, é uma expressão gaúcha ouvida pela primeira vez, por mim, de um ex-professor de Economia Política. A expressão em nada desmerece o trabalho desenvolvido nas atividades parlamentares. Longe disso, a aplicação diz respeito exclusivamente aos gastos parlamentares, às despesas que fazem às custas do erário público, muitas das quais reembolsáveis.

Se precisam se locomover, que o façam. Se as regras são legais, e são, que seja com a gasolina paga pelo contribuinte. Mas, em contrapartida, que se crie o hábito de publicar as anotações de campo que cada um deve fazer (vocês fazem, não fazem?) relatando onde foram, a troco de quê e quanto gastaram na empreitada. Sim, o controle e as prestações de contas do uso desse combustível deveriam ser publicados mensalmente em nome da transparência pública. Mais que salutar, é imprescindível.

Quanto consome cada vereador de gasolina/mês?

 

Tome nota

Considerada uma das mais antigas do mundo, a Biblioteca Apostólica Vaticana, “IVA” como é mais conhecida, disponibiliza para consulta on-line e gratuita 75 mil códices, 8,6 mil incunábulos (edições feitas entre a invenção da imprensa e o século 16) e mais de um milhão de livros impressos. Basta acessar < https://digi.vatlib.it/>.

Recentemente, foi disponibilizada a digitalização completa de um manuscrito de cerca de 1.600 anos de idade, que contém fragmentos do texto épico que foi encomendado pelo imperador romano Caio Júlio César Otaviano Augusto no século I a.C. (fonte: pt.aleteia.org/).

Embora tenha sido criada em 1451 pelo papa Nicolau V Parentucelli (1447-1455), no Palácio dos Papas, com o objetivo de restabelecer Roma como um centro acadêmico de importância global, a fundação oficial desta biblioteca data de 1475. Mais adiante, já no final do século 16, ela foi transferida para o Salão Sistino pelo papa Sisto V Peretti (1585-1590).

 

Parabéns, Quelé

Clementina de Jesus. Valenciana nascida em 7 de fevereiro de 1901. Dona de uma voz inconfundível. é a expressão maior de um país de inegável herança africana.

Como cantora, Clementina de Jesus começou aos 63 anos, depois que o produtor e compositor Herminio Bello de Carvalho a encontrou na festa da Penha em 1963, quando ela cantava na Taberna da Glória. Hermínio ficou fascinado pela sambista e quando a reencontrou, na inauguração do restaurante Zicartola, passou a ensaiá-la em sua casa, preparando-a para o espetáculo Rosa de Ouro, show que a consagraria.

Para comemorar esse dia tão especial, a Coletiva Feminista Clementinas, com o apoio logístico da Secretaria Municipal de Cultura (iluminação, banheiros, segurança pública etc.), vai estar na Praça da Bandeira (grade) a partir das 18 horas com uma programação pra lá de diversificada: samba de raiz, poesia, artesanatos e muito mais. Hoje, ninguém duvida que as manifestações artísticas nos levam a viver em plenitude o momento presente.

Prestigie. Compareça.

 

Só por dizer

“A suave chuva de primavera permeia o solo de minha alma:

a semente há muito tempo enterrada na terra apenas sorri.” 

(Thich Nhat Nhan, do livro: A Essência dos Ensinamentos do Buda).

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