Gasolina

Edição: 683 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 05/02/2020 as 10:33

 
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Polêmica boa neste final de semana ficou por conta da farra da gasolina, denunciada por gente indignada nas redes sociais. Tudo por conta de uma licitação da Câmara para a aquisição de dezoito mil litros de gasolina. Teve gente fazendo as contas e quanto isso representaria para dois carrinhos que rodam a serviço da Câmara. E teve áudio de vereador tentando justificar o aumento de três mil que seria para um hipotético novo carro que serviria a um hipotético Procon itinerante. Não convenceu.

 

Função

O edil explicou ainda que os dois carros da Câmara servem aos cidadãos em viagens ligadas a atendimentos de saúde fora do município. Ah, tá... Aí, veio um áudio de um cidadão valenciano que rachou este argumento afirmando que a função de vereador não é esta, mas sim fiscalizar o Executivo e propor leis. Mais uma vez ficou exposto o desvio das ações dos vereadores que dividem os carros para atender seus eleitores. Ou seja, os carrinhos e a gasolina, que nos pertencem, pois que são pagos com o nosso dinheirinho são destinados para os vereadores fazerem suas médias, quebrando o galho dos seus. Tem graça?!!

 

Papel

O vereador que tentava defender o alto consumo de gasolina por parte da Câmara, ainda argumentou com a fabulosa economia que a distinta Câmara de Valença fez, devolvendo dinheiro ao município. “Isso ninguém fala”. Aí foi a vez de um distinto médico aposentado manifestar sua estupefação, no grupo ao qual faço parte: “(...) só se devolve aquilo que está sobrando. Seria interessante dar publicidade, item por item, do que e onde sobrava e como era gasto, já que agora não é mais necessária esta despesa. (...)”. Boa ideia. Afinal, quais foram as mordomias que antes consumiam o dinheiro que não consomem mais? Alguém sabe? Não por que isso, eles não divulgaram. Só falam no montante que deixaram de gastar.

 

Ao vento

Outra, deste último final de semana, foi a fake news envolvendo Conservatória. Segundo uma publicação de rede social, que se diz jornalismo, haveria uma pessoa com suspeita do mortal coronavírus no distrito das serestas. Sem ouvir autoridades e apenas defendendo o direito de resguardar a fonte, a informação foi repelida com veemência e sua irresponsabilidade será cobrada na Justiça, segundo informou nota da Prefeitura.

 

Prejuízo

Não chegou a haver pânico, mas uma pessoa residente no distrito, nos contou que o final de semana foi de pouca afluência de turistas.

 

Responsável

É isso. Quando por vários editoriais ressaltamos nosso caráter de realizar jornalismo de verdade, com responsabilidade, para não incorrermos nunca no formato leviano que muitos gostariam que fôssemos, a troco de ser polêmico ou revolucionário. Pois bem, era disso que falávamos. E é por isso que sempre foi necessário, aos órgãos sérios, o jornalista responsável. Alguém responsável para responder por leviandades, precipitações e incorreções de percurso.

 

Cuidado

As redes sociais têm papel importante na democratização das informações, porém, ao dar a todos e a qualquer um a sensação de ser capaz de atuar como jornalista de si mesmo, sem o devido preparo ou formação mínima que seja, incorre toda sociedade a riscos constantes de tomar-se mentira, boato ou ruído em fato corrente. É preciso responsabilidade, sempre não só com o que se fala, mas também com o que se ouve e se transmite na base do ouvi dizer.

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