A pandemia do Coronavírus lá fora!

Edição: 689 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 25/03/2020 as 08:36

 
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Valença – A crise provocada pelo COVID-19, o novo coronavírus, afetou o mundo. Não só aqui na cidade, mas pelo planeta afora, as autoridades públicas tomaram medidas de restrição social com o objetivo de conter o avanço da doença. O Jornal Local conseguiu falar com alguns valencianos que moram em outros países e eles contaram como as autoridades locais estão lidando com a pandemia e como eles estão fazendo para lidar com o isolamento.

Andreia Nobre mora com a família – o esposo Luís e os filhos, Fábio e Hugo – na cidade de Charenton-le-Pont, que faz divisa ao sul com a capital francesa, Paris. Ela conta que os primeiros casos na França aconteceram após grande evento religioso ocorrido no sul do país. Dali em diante, os casos foram aumentando e, no dia 10 de março, a direção da escola onde seus filhos estudavam informou que uma pessoa idosa, parente de um aluno da escola, havia falecido vitimada pelo COVID-19. No dia 13, uma sexta-feira, a escola foi fechada. “Nesse dia, todas as escolas fecharam. No sábado, foi o comércio não essencial, como lojas de equipamento esportivo, agências imobiliárias. No domingo, só os supermercados têm permissão de abrir”. O isolamento na França tornou-se obrigatório a partir de medidas anunciadas pelo presidente Macron. Desde então, conta Andreia, só pode sair de casa quem porta documento que informa motivo relevante da saída.

A valenciana explica como o Governo está ajudando a população. “Não sei exatamente quanto aos moradores em geral. Mas o presidente francês anunciou que ninguém vai pagar aluguel de locais onde têm o seu pequeno negócio. Escolas particulares estão reduzindo significativamente as mensalidades também, medida que será bem-vinda para nós. Quando houve greve em dezembro, as empresas de transporte devolveram o valor gasto naquele mês, então acredito que teremos isso novamente”.

E na Itália

José Henrique Amêndola, de 52 anos, comerciante, vive com a esposa Ericka no país europeu onde a crise mais se agravou: a Itália. Morador do bairro de Santa Lucia na cidade de Uzzano, província de Pistoia na região da Toscana, José Henrique afirma que o país está de quarentena obrigatória desde o dia 9 de março. No dia 11, todos os estabelecimentos foram fechados, com exceção para supermercados, farmácias e bancos. “Toda a população deve ficar em casa. É obrigatório! Se tiver dois no carro, é parado e precisa se explicar”, conta ele. Segundo José Henrique, o único subsídio entregue pelo Governo Italiano à população até agora foi em financiamento imobiliário. “Deram uma pausa, o governo obrigou as empresas a deixar na medida do possível os funcionários trabalharem em casa. Os demais têm permissão de ir ao trabalho. Pequeno empresário sofre mais nessa hora”.

Sem quarentena

Em Dublin, na Irlanda, a quarentena ainda não é obrigatória. Segundo a Alessandra Figueiredo Magalhães, as autoridades do país chegaram a aprovar um Decreto-Lei que autoriza a aplicação desta medida, mas ainda não foi implantada. Contudo, outras medidas foram. Por exemplo: fechamento de instituições de ensino e culturais, proibição de reuniões de massa, orientação para fechamento de bares, restrição de visitas a hospitais, etc. O comércio, contudo, continua aberto e o transporte funcionando regularmente. “Estão dizendo que em três semanas estaremos no pico da epidemia e que o número de pessoas contagiadas irá aumentar ainda mais, pois cada dia que passa mais pessoas estão doentes e muitos morrendo por causa do vírus”.

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