Soraia Graça recomenda continuidade das restrições sociais

Edição: 690 Publicado por: Redação em 01/04/2020 as 09:21

 
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Valença – Já são cerca de duas semanas desde a edição dos decretos municipais, que definiram o isolamento social na cidade para combater a COVID-19, o novo coronavírus. Na semana passada, o município teve a confirmação do primeiro caso da doença. Para saber mais informações sobre como a rede de saúde vem se comportando no combate à epidemia na cidade, o Jornal Local ouviu a médica e secretária de Saúde, Soraia Graça. Ela aproveitou para defender a continuação do isolamento social.

“Há um mês atrás, nós já começamos a organizar o serviço e capacitar as equipes, tanto dos hospitais, quanto das unidades de saúde. Capacitar para o atendimento a casos prováveis de coronavírus e também, formando fluxos de atendimento. Nossas unidades de saúde, se recebem um paciente, já tem o fluxo, que é para botar a máscara, seguir para uma sala diferenciada para atender aquele caso suspeito. Se o paciente tem recomendação de ser internado, ele é encaminhado para o Hospital Escola”. Soraia lembra que o atual fluxo de atendimento utilizado pela Prefeitura foi criado pelo Hospital Escola e levado para outras unidades hospitalares do município, bem como, para as unidades básicas. A secretária lembra que, desde quando começou a capacitação das unidades, a Secretaria vem buscando os insumos necessários para o atendimento de possíveis vítimas: máscaras, álcool 70, álcool em gel, jaleco, etc.

“Nós tivemos muita dificuldade nessas compras, como estamos tendo até hoje. Hoje, a gente vai conseguir receber uma parte desse material, mas as empresas estão entregando uma quantidade muito aquém da nossa necessidade, porque as empresas não têm para fornecer”. Por outro lado, Soraia destaca a organização do Hospital Escola, com um pronto atendimento somente de COVID-19 “O Hospital Escola abriu uma enfermaria com dezenove leitos gerais, somente para o COVID-19. E agora, no final da semana, o prefeito e presidente da UNIFAA resolveram montar de quatro a cinco leitos de UTI somente para COVID-19. Sem a participação do Estado nesse momento, porque o Estado ainda não se posicionou se vai mandar recursos desses leitos ou não”.

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