Coronavírus gera mudança da rotina

Edição: 690 Publicado por: Redação em 01/04/2020 as 09:27

 
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Valença – Na edição 689, o Jornal Local entrevistou seis valencianos que moram em outros países e que contaram como os governos locais e nacionais estão lidando com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Nesta edição, os seis mostram que a pandemia afetou suas vidas de diferentes maneiras. Eles afirmam que tiveram que adequar sua rotina às orientações das autoridades sanitárias dos países onde residem.

Na França, a jornalista e escritora, Andreia Nobre, está “cortando uma dobra” para ficar isolada em casa, com os dois filhos, Fábio e Hugo, com a proximidade da primavera e do calor se aproximando. “Meus filhos sentem falta dos amigos da escola, então tenho contatado os pais das crianças para fazer chamadas de vídeo”. A família mora em uma cidade pequena ao sul de Paris e ela explica que o marido, Luís, está trabalhando homeoffice, se comunicando com seus grupos de trabalho por videoconferência. “O confinamento, segundo as autoridades locais, é para durar por duas semanas, mas poderá ser estendido”. Ela explica como está a rotina de higienização em casa. “Aqui, virou lei lavar as mãos depois do banheiro, antes das refeições, e ao voltar da rua, além de trocar de roupa e colocar tudo para lavar. Quando saímos para o exercício diário, as crianças não têm autorização para sentar no chão ou tocar em superfícies rígidas, principalmente de metal. A brincadeira criativa virou a principal atividade por aqui. Eles têm blocos de montar e trilhos para trem de madeira. Nós já tínhamos uma rotina de arrumar os brinquedos e fazer tarefas domésticas, que agora viraram lei também para todos ajudarem e não sobrecarregar ninguém”.

O comerciante José Henrique Amêndola, que mora em Uzzano, na Itália, com a esposa Ericka, explica que sua rotina foi bem alterada também. “Interrupção do nosso curso de italiano, cultos da nossa congregação só pela internet, não podemos fazer nem caminhada: só pode sair uma pessoa de casa de cada vez. No meu caso, a maior dificuldade é não poder trabalhar, tudo parou. E ficar em casa direto, à força, é muito chato”! A vida em Dublin, Irlanda, também não está fácil, conta Alessandra Magalhães. E é pior para quem mora em outro país e está afastado de seus parentes. “Uma das dificuldades de quem mora no exterior, no meu ponto de vista é a distância da família e amigos. Com essa situação, o afastamento é ainda maior. Por isso, é sempre importante estar em contato através de videoconferência e ligações com todos”!

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