Empresa: como sobreviver à crise de pandemia?

Edição: 690 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 01/04/2020 as 09:38

 
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Valença – Empresas fechadas, produtos parados nas lojas, empregos em risco. Os Decretos Municipais e demais determinações do Governo Estadual, lançadas para frear o avanço do novo coronavírus (COVID-19), atingiram fortemente o comércio, a indústria e o setor de serviços. Muitos empresários estão dando tratos à bola para fazer com que o empreendimento continue funcionando e tenha saúde financeira suficiente para sobreviver à pandemia. Daí, vem a pergunta: de quais alternativas o empresariado pode fazer uso para vencer esse período em que são proibidas as aglomerações?

O Jornal Local, preocupado com a aflição dos empreendedores, foi buscar informações com quem entende do assunto. Veja as dicas repassadas pelo professor Alessandro Paiva, graduado em Administração, mestre em Administração e doutor em Ciência Política. Ele também é Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários e coordena alguns cursos de Gestão do Centro Universitário de Valença (UNIFAA).

 

Jornal Local - Quais iniciativas você proporia para os empresários para driblar esse momento de crise do coronavírus, sem expor funcionários e clientes?

Professor Alessandro Paiva – Adotar todas as medidas determinadas pela Organização Mundial de Saúde, preventivas para isso: luvas, máscaras dos funcionários. Não deixar os funcionários num ambiente confinado. Eu acho que a economia não pode parar realmente, não se suporta muito tempo a economia parada, mas ao mesmo tempo você tem que adotar aquelas noções que a OMS determina para poder fazer isso. E pensar em estratégias. Por exemplo, restaurantes: começar a fazer entrega, evitar que as pessoas se aglomerem; bancos: entrar um, dois de cada vez. Enfim, tentar ter todas aquelas medidas específicas. Essas medidas geram custos? Sim, vão gerar custos. Mas é melhor que a empresa ficar totalmente fechada por um, dois, três meses e acabar quebrando.

 

Jornal Local - Acredita que essas medidas tomadas pelos governos municipais e estaduais não precisariam ser tão respectivas quanto estão sendo?

Professor Alessandro Paiva – Eu acho que as medidas adotadas pelos Governos e Municípios têm que ser essas mesmo, não tem jeito. A gente vai enfrentar um outro problema depois, que é a crise econômica, mas não tem para onde a gente fugir. As medidas adotadas pelos Governos, municipais e estaduais, têm que ser seguidas, tinham que ser adotadas. A questão é o “time”, né, a gente saber qual vai ser o “time” correto, os governos saberem qual o “time” correto para suspenderem as medidas, para tentar impactar o menos possível na economia.

 

Jornal Local - Quais medidas os governos municipais e estaduais - como contrapartida às medidas restritivas - podem implementar para auxiliar essas empresas que ficaram fechadas nesse período de quarentena?

Professor Alessandro Paiva – Não sei se o Governo Estadual ou Municipal, mas uma medida que eu vejo, principalmente agora e pós a quarentena, uma saída que eu vejo, é liberar o FGTS. Mas não é liberar R$ 500 como foi feito da última vez. Eu acho que é injetar dinheiro na economia. E como é que eu posso tentar fazer isso? Liberando o valor do FGTS que as pessoas têm. E quem não tem muito dinheiro de FGTS? Não tem tanto problema. Você injetando dinheiro na economia, você vai fazer as pessoas terem condições financeiras de comprar, consumir. E consumindo, vai consumir, inclusive, dos autônomos.

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