Pesquisa nacional avalia os efeitos da pandemia no setor cultural

Edição: 707 Publicado por: Redação em 29/07/2020 as 07:49

 
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Resultados preliminares da pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil” comprovam perdas importantes em termos de receita e indicam que artistas, empreendedores e profissionais da área, estarão entre os últimos a terem suas atividades normalizadas.

Um primeiro boletim parcial do estudo constatou que entre as pessoas que trabalham nos setores cultural e criativo, a perda total de renda ficou registrada em 45,7%. Foram mais afetadas pessoas que recebem até um salário mínimo (54,6%), de 1 a 2 salários mínimos (37,1%) e de 2 a 3 salários mínimos (36,1%).

Desde o início do isolamento social, as atividades mais impactadas com a perda total da receita foram os festivais e feiras (68,4%), seguidos do teatro (59,1%), da produção de filmes (53,9%) e da música (49,5%). Nos estados, a perda total de receitas do setor cultural no mesmo período foi mais sentida no Rio Grande do Sul (56%) e no Espírito Santo (55,7%), e menos sentida nos estados do Paraná (36,4%) e do Amazonas (38,6%).

O sociólogo Rodrigo Correia do Amaral, um dos coordenadores do levantamento, destaca que é preciso observar o predomínio da informalidade e da baixa remuneração nesta amostra: “Apesar dos setores cultural e criativo contarem com uma mão de obra qualificada, na qual, um percentual elevado de pessoas, possuem o superior completo, a natureza do trabalho é muito caracterizada pela informalidade e pela baixa remuneração. Como nesta pesquisa 38,7% dos participantes são artistas, os resultados refletem a precariedade desta atividade no Brasil, onde o rendimento médio está entre 1 e 2 salários mínimos para 45% dos participantes”.

O Sesc integra o esforço coletivo de pesquisadores, gestores públicos e instituições parceiras, que buscam com o estudo compreender o atual cenário da cultura na pandemia e oferecer informações aos gestores públicos, orientando o debate e a criação de saídas para a crise atual. Também trabalha no sentido de interiorizar a captura de dados nas diferentes regiões brasileiras, atingindo profissionais que residem em cidades distantes dos grandes centros, incluindo comunidades tradicionais.

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