A educação como fator fundamental para o atual estado do jovem

Edição: 411 Publicado por: Marcela Giesta em 25/09/2014 as 08:22

 
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Para a psicopedagoga Joice Fraga, o jovem de Valença, assim como em todo o país, passa por um momento de desânimo. Para ela, isso se dá pelas políticas governamentais. “Devido às políticas afirmativas por parte do governo, fez dividir a sociedade em dois grupos distintos; um menor, que vê a necessidade de manobras culturais, técnicas e comportamentais e, a que poderíamos chamar de “massa”, espera fielmente que seus problemas sejam resolvidos sem maiores esforços e isso, que nos dá a falsa impressão de deprimidos”, afirmou. Segundo ela, o mundo atualmente está muito preocupado com os bens materiais e a família, no geral, preocupada com o bem estar material. Isso leva a uma cobrança por resultados que tragam renda efetiva. Para Joice, a escola segue a mesma linha. “a escola boa é a que aprova para as grandes universidades, esquecendo-se da formação do sujeito com um todo, assim, a sociedade vai se transformando em uma reserva de capital tecnológico, onde o ser se torna cada vez mais individualista, consumista e doentio, num sentido latus”, afirmou.

Ainda neste sentido, Joice condena a utilização das matrizes de ensino, próximas aos padrões norte-americanos, onde se prioriza o técnico ao humano, colocando todos numa classificação, de se formar nas primeiras classes para atingir as posteriores, a graduação e o mercado de trabalho, para ganhar dinheiro. “Isso traz efeitos danosos na formação do indivíduo que perde sua identidade e se perde no volume de tarefas a serem atingidas, até tornar-se independente economicamente ou rico”, disse. Porém, ela ainda enxerga um lado positivo. “O lado positivo é que fazemos parte de um sistema capitalista onde as pessoas são medidas pelo que elas produzem e, principalmente pelo que elas consomem, então se se produz muito e/ou se consome muito, este indivíduo é bem quisto na sociedade”, contou Joice. Pelo lado da família, ela acredita que a cobrança por resultados varia de acordo com o grupo familiar. Enquanto um pode priorizar a otimização da formação intelectual e tecnológica, o outro pode perceber aí uma forma de se manter sem grandes sacrifícios, através das práticas subsidiárias por parte do governo. “Acreditamos que nunca tivemos tantas oportunidades de formação intelectual em nosso país, porém, isso não está surtindo efeito, grande parte dessa juventude que ganhara essa liberdade de escolha, pois efetivamente, não sabe o que fazer com ela”, confirmou.

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