Governo do Estado alerta sobre o Ebola

Edição: 415 Publicado por: Redação em 23/10/2014 as 09:14

 
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Rio de Janeiro – A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro acaba de distribuir nesta quarta-feira (15) nova Nota Técnica às unidades de saúde, atualizando protocolo de atendimento para atenção a pacientes provenientes de países da África Ocidental, sob risco de ebola.

Atualmente, os casos de doença pelo vírus ebola foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné; tendo sido notificados nestes países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 8.399 casos e 4.033 óbitos desde o início do ano de 2014. Este é o maior surto da doença no mundo, com letalidade de aproximadamente 48%. A OMS chama atenção, no entanto, para a possibilidade de existência de subnotificação da doença e que, caso não sejam intensificados os esforços mundiais para conter a doença, o vírus ebola pode chegar a contaminar até 10 mil pessoas por semana na África em 2015.

O Rio de Janeiro está trabalhando de acordo com determinações do Ministério da Saúde para manter as unidades de saúde em alerta para a possível identificação de sintomas relacionados ao vírus ebola. Um plano de contingência já foi elaborado em parceria com o Corpo de Bombeiros e Fiocruz. É importante ressaltar, no entanto, que, pelas características da transmissão do vírus, assim como pelo seu comportamento clínico, a possibilidade de disseminação com epidemia para outros continentes no momento atual ainda é baixa.

Ebola e Chikungunya

A preocupação da população com as duas epidemias que têm sido notícias nos principais meios de comunicação do planeta só vem em aumento. E a melhor maneira de combater o pânico é a informação. O Jornal Local solicitou da Prefeitura de Valença entrevista, que deve sair na próxima edição. Para esta, a diretora de Vigilância em Saúde, Tânia Cristina Ávila da Fonseca, encaminhou alguns dados importantes:

Vírus Ebola – É o causador da Febre Hemorrágica Ebola, é uma doença grave com alta taxa de mortalidade. É transmitido através do contato com sangue, vômito, urina, fezes e secreções íntimas da pessoa infectada ou através do consumo da carne de animais infectados, como morcegos frutíferos e ‘carnes de caça’. A transmissão do vírus Ebola ocorre através do contato direto com qualquer fluido corporal como sangue, saliva, vômito, urina, fezes, sêmen ou secreção vaginal de pessoas infectadas, mesmo depois de mortas. Manipular ou ingerir carne de animais infectados também é uma forma de transmissão do Ebola. Os indivíduos que têm mais risco de ser contaminados pelo Ebola são os familiares mais próximos dos infectados, como pais, filhos e cônjuges, e também profissionais de saúde como médicos e enfermeiros, que estão em contato direto com esses pacientes.

No entanto qualquer pessoa que esteja em contato com as secreções de um infectado pode ficar doente. Medidas preventivas: Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia; Ficar afastado dos doentes com Ebola e também dos mortos pelo Ebola porque eles também podem transmitir a doença; Não comer ‘carne de caça’ e morcegos porque elas podem estar contaminadas com o vírus, pois são reservatórios naturais; Não tocar nos fluidos corporais de um infectado, como sangue, vômito, fezes ou diarreia, urina, secreções da tosse e espirros e das partes íntimas; Usar luvas, roupa de borracha e máscara quando entrar em contato com um contaminado, não tocando nesta pessoa e desinfetar todo este material após o uso; Queimar todas as roupas da pessoa que morreu por causa do Ebola.

Como a infecção com o Ebola pode demorar até 21 dias para ser descoberta, durante um surto de Ebola recomenda-se evitar viajar para os locais afetados e também locais que fazem fronteiras com estes países. Uma outra medida que pode ser útil é evitar locais públicos com grandes concentrações de pessoas, porque nem sempre se sabe quem pode estar infectado e a transmissão do vírus é fácil. É importante ressaltar que, pelas características da transmissão do vírus Ebola, assim pelo seu comportamento clínico, a possibilidade de disseminação para outros continentes no momento atual é baixa.

Febre do Chikungunya – É uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele.

Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes. Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora. Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.

Medidas de prevenção e controle: Não existe vacina contra febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença. Por isso, o objetivo é estar atento para: bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos; Notificar o serviço de Vigilância imediatamente diante da suspeição de um caso; Proteja-se contra as picadas de mosquito, ou seja, locais e objetos com acúmulo de água parada; Use telas na janela / porta para manter os mosquitos fora ou prefira ambientes com ar condicionado; Use repelentes de insetos; Se o tempo permitir, use camisas de mangas compridas e calças compridas.

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