O Rio invisível

Edição: 416 Publicado por: Marcelo Ribeiro – estagiário Jornalismo em 30/10/2014 as 09:20

 
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Valença- Dois amigos da faculdade que se identificaram desde o início do curso por terem ideias parecidas. Assim surgiram propostas de vários projetos juntos e, há aproximadamente dois meses, as ideias de Nelson Pinho e Yzadora Monteiro se solidificaram e delas surgiu o Rio Invisível, uma forma de chamar a atenção para as pessoas que moram nas ruas.

O publicitário, nascido e criado em Valença, Nelson e a jornalista Yzadora, ambos com 23 anos, criaram uma página no Facebook a fim de contar histórias de desconhecidos e, percorrendo as ruas do Rio de Janeiro fotografando e conversando com as pessoas, eles encontram sempre uma história diferente. “O Rio Invisível surgiu a partir do primeiro contato com os integrantes do SP Invisível. Assim que vimos a página deles no Facebook nos identificamos e vimos a possibilidade de extensão aqui pro Rio. Eles foram super-receptivos e nos deram algumas dicas e direcionamentos de estrutura, mas nos deram liberdade para que pudéssemos criar um conteúdo com a nossa cara. Temos uma forma de discurso e um estilo fotográfico próprio. A partir disso foi só sair pelas ruas com a câmera”, contou Nelson. Os relatos sempre vêm acompanhados de fotos, são autobiografados e revelam as condições em que as pessoas vivem ou foram parar nas ruas. O publicitário afirma que não existe uma seleção específica. “Procuramos abordar pessoas que estão sozinhas para que elas se sintam mais à vontade de contar suas histórias para nós, mas isso não é regra. Como estamos sempre com a câmera, estamos registrando pessoas pelo nosso cotidiano. Nós nos apresentamos, perguntamos o nome da pessoa e pedimos para nos sentarmos próximos a elas. Nisso já dá pra notar se a pessoa está a fim de conversar ou não. Tentamos quebrar a barreira delas para com a gente e ganhar sua confiança, conversando, perguntando como foi o dia delas, sem colocar juízo de valor ou direcionar a conversa para algo que elas não estão a fim. Não temos um roteiro, a conversa flui da maneira como eles querem. Depois pedimos para fazer uma foto. Se não aceitarem, agradecemos pelo papo e seguimos em frente”, disse o valenciano.

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