Prolongar ou não a amamentação?

Edição: 422 Publicado por: Redação em 11/12/2014 as 09:36

 
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Valença – “Amamentação é tudo de bom. Quem ama cuida, e quem ama amamenta”, afirmam pediatras. O leite materno é a primeira e a melhor fonte de nutrição aos pequenos, mas a aleitamento ainda é assunto polêmico, sobretudo ao que diz respeito à amamentação prolongada. Motivo de preconceitos, especialistas explicam os benefícios e malefícios do aleitamento materno prolongado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e Sociedade Brasileira de Pediatria preveem que a criança deve ser amamentada até dois anos de idade: de seu nascimento até seis meses, exclusivamente. A partir dos seis meses, o aleitamento materno deve ser gradativamente substituído pelo uso da colher para alimentos semi-sólidos (papinhas), e do copo para os líquidos.

A pediatra Marise Duque esclarece que os benefícios do leite materno são inúmeros: são transmitidos aos filhos anticorpos de doenças maternas, que os protegerão; interação entre mãe e filho; proximidade e vínculo; prevenção à obesidade infantil, entre outros. Embora sejam comprovados tais benefícios e a amamentação possa ser contínua até dois anos, a médica explica que as refeições não devem ser trocadas pelo leite materno. “O neném não pode ficar dependente apenas do leite materno porque, se a mãe deixar, eles vão querer só mamar. A hora de almoço é de almoço, e tudo equilibrado pelo pediatra”, detalha que é de extrema necessidade que as mães sejam orientadas sobre a inserção de outros alimentos.

Marise alerta também que, além dos pediatras, neurologistas orientam que crianças com mais de oito meses não sejam amamentadas de madrugada, pois é imprescindível que tenham o sono de oito horas ininterruptos, a fim de reestabelecer todo o desgaste do dia, e que seja desenvolvida a cognição, inteligência, memória e desenvolvimento neuromotor. Crianças que são amamentadas após as 22h e não seguem estas orientações de sono e alimentação, geralmente tornam-se indispostas, irritadas, impacientes e alimentam-se pouco. A partir dos dois anos de idade, é importante que as crianças sejam habituadas pelos pais a tomarem leite no copo, ou com canudo, para que se acostumem a ter um “dia a dia normal”. A pediatra ressalta que a amamentação prolongada não gera malefícios, no entanto, torna a criança dependente da mãe, até mesmo psicologicamente.

Outro ponto importante é o risco de desenvolver cárie com a amamentação prolongada e a falta de higienização dentária. Ela explica que, em suas consultas, examina também a dentição da criança, a fim de descobrir se há alteração na higiene ou na formação dentária. Já com o nascimento dos primeiros dentes, ela orienta que seja feita limpeza com gaze, e após o nascimento de seis dentes, encaminha a criança para o dentista infantil. “Não apenas para os pais receberem a orientação detalhada, como para este dentista acompanhar como está a formação dentária e oclusão”, elucida.

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