Um passeio-aventura de carro velho pela Argentina

Edição: 469 Publicado por: Marcelo Ribeiro – estagiário em 12/11/2015 as 09:24

 
Leitura sugerida

Dois jovens amigos com sangue de aventureiro, uma ideia em comum e uma Parati 1996. Foi assim que começou a viagem de Érick Cardoso e João Ricardo de Freitas, que saíram de Valença e foram até Ushuaia, na Argentina. A jornada durou 24 dias e reuniu muitas cidades, histórias, novos amigos, alguns problemas e belas paisagens.

João Ricardo contou que sempre achou muito interessante o fato de Ushuaia ser a cidade mais ao sul do mundo. “Inclusive, na própria cidade eles têm uma pegada que eles chamam de ‘fin del mundo’. Tudo lá faz menção ao ‘fin del mundo’. O jornal chama Diário Del Fin Del Mundo, as lojas chamam ‘Loja de não sei o quê ‘del fin del mundo’, tudo tem essa pegada”, falou João, que sempre quis conhecer o lugar. A ideia começou a se tornar realidade quando, em uma conversa, seu amigo Érick falou sobre a vontade que tinha de conhecer a Patagônia, região que abrange o extremo sul da América do Sul, incluindo Argentina e Chile. Além do local, eles tinham outra ideia em comum: não fazer a viagem de avião, mas sim de carro. De acordo com João, a preparação que eles fizeram foi a revisão no carro e buscar quais documentos e equipamentos eram necessários para atravessar o sul do país sobre quatro rodas.

No dia 20 de setembro eles partiram. A primeira parada foi ainda no primeiro dia, no Paraná. “A gente resolveu viajar. A gente não fez muita preparação igual todo mundo, que prepara valor em dinheiro, estuda hotelaria, lugares para parar, ponto de apoio. A gente não passou por isso. Como diz um amigo meu, é melhor se surpreender do que se decepcionar”, disse Érick, que também contou que eles levaram barracas, sacos de dormir, botija de gás e fogareiro, preparados para ficarem em hotel, barracas e até mesmo no carro. Logo no segundo dia eles chegaram à Argentina, passando pela fronteira de Foz do Iguaçu. Foi quando aconteceu a primeira história da aventura, onde Érick classifica como ponto crucial da viagem. Em Posadas, um policial argentino parou o carro dos dois, alegando que haviam passado pelo sinal fechado, o que, segundo Érick, não aconteceu. Foi quando apareceu Rúben, morador da região, que avisou que o policial estava tentando extorqui-los, por ter notado que eram estrangeiros. Com isso ficaram amigos de Rúben, que refez o roteiro da viagem deles, indicando os melhores lugares e estradas para passarem, casas de câmbio para troca de dinheiro e até abriu as portas de sua casa para eles ficarem naquele dia.

Dificuldades

Durante o percurso, os amigos passaram por alguns problemas. O principal deles foi a questão financeira, onde, devido à crise, o valor do real em relação ao peso (moeda local) variava muito. “Teve lugar que a gente trocou o real por 2,60 (pesos) e outros por 3,80. Com isso, tivemos que racionar, tomando banho em postos de gasolina, utilizando internet dos próprios postos para mandar notícias, ficando acampados. A gente acabou gastando bem mais do que esperava”, contou Érick.

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes. Assine já e tenha acesso ao conteúdo na íntegra!

Galeria de imagens

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...