Há casos de Zika confirmados em Valença?

Edição: 483 Publicado por: Redação em 25/02/2016 as 07:44

 
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Valença - As notícias que circulam em nível nacional sobre o avanço do Zika Vírus estão deixando a população alarmada. Em Valença, vários são os relatos que se propagam pela cidade de pessoas enfermas da doença. Contudo, muita desinformação circula na cidade sobre este assunto. A Prefeitura de Valença tem dados que comprovam que não existem casos confirmados da Zika em Valença. Quem explica é Lana Chicarino, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

 

AssCom PMV: Como se detecta que alguém está enfermo de Dengue, Febre Chicumgunya ou Zika?

Lana Chicarino: Todos os casos que chegam ao hospital são informados ao setor de Epidemiologia como suspeitos e a partir daí, são fornecidas todas as informações do paciente e começam os trabalhos de investigação. O primeiro passo é a sorologia, que é enviada para análise em Laboratório, na cidade do Rio de Janeiro. De lá é que vem a confirmação ou não do caso de dengue, febre chicumgunya e zika vírus. No caso de zika, a atenção maior está voltada para as gestantes, conforme o preconizado pelo Ministério da Saúde. Portanto, só é contabilizado como caso positivo o que vem com a confirmação laboratorial. Sendo assim, nem todas as notificações são positivas para tais doenças e, em meio a, por exemplo, 300 casos suspeitos, pode haver a confirmação sorológica de apenas 1 caso! Então, o Médico pode sim suspeitar e notificar como “possível caso de dengue”, mas somente a confirmação sorológica é capaz de confirmar a suspeita!

 

AssCom PMV: Mas isso não é tudo?

Lana Chicarino: Não! Após a notificação feita pelo hospital ao setor de Epidemiologia, essas informações vêm como “casos suspeitos” ao PMCD (Programa Municipal de Combate à Dengue) e, a partir daí, são fornecidos os endereços, mesmo nos casos “Suspeitos”: é feito todo um trabalho intensificado pelos Agentes de Endemias através da atividade de bloqueio perifocal da localidade e, muitas vezes, mutirão para uma varredura mais intensificada, educação em saúde e investigação! Essas medidas vêm sendo adotadas com orientação direta do Estado e Funasa seguindo o plano estratégico desenvolvido.

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