Pesquisas levantam as histórias das ferrovias

Edição: 545 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 10/05/2017 as 16:08

 
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Valença e Rio das Flores – Grande parte da história de vários municípios na região do Médio Paraíba está intrinsecamente ligada ao início e o desenvolvimento das ferrovias, em especial, as pequenas iniciativas implementadas pelos fazendeiros no período do Ciclo do Café. Reconhecendo a contribuição que essas iniciativas tiveram para o próprio desenvolvimento das cidades é que, durante dois anos, foi desenvolvido grande inventariado do patrimônio deixado pela estrada de ferro no município de Rio das Flores. E agora, novo trabalho está levantando o patrimônio das ferrovias que se instalaram em Valença.

Annibal Magalhães, arquiteto com especializações em Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, é o autor desses dois trabalhos. Ele conta como e porque nasceu o inventariado “As Estradas de Ferro em Rio das Flores”, iniciado em 2011, com recursos oriundos do Governo do Estado através de edital da Secretaria de Cultura. “Eu entrei nele porque, depois que me formei, eu fiz uns trabalhos na área de patrimônio cultural, me especializei e, por volta de 2008, 2010, o Estado e a Light fizeram um inventário das fazendas cafeeiras. Mediante esse trabalho das fazendas, de que eu participei, eu entrei com um estudo sobre as ferrovias em Rio das Flores, dentro desse formato de inventário cultural”. Segundo ele, o inventário levantou os prédios – especificamente, as estações ferroviárias - e os conjuntos ferroviários e lembra que havia muita informação dispersa em diferentes fontes. “Pegar esse material de internet, mestrados, doutorados, livros e unir num único trabalho”.

O pesquisador conta que buscou entrevistar moradores, que acresceram ao trabalho relatos do impacto das ferrovias à época e informações sobre a situação atual dos patrimônios. “Comércio, que é uma localidade na beira do rio Paraíba, faz divisa com Sebastião de Lacerda, ali conseguimos imagens, fotos, depoimentos e até vídeos da década de 40”. O arquiteto lembra que se trata de pesquisa na área de arquitetura e patrimônio histórico, onde foram resgatados os valores culturais desses imóveis, que estão hoje sob a tutela do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). “Pontes, trechos de estradas, estações, casas de agentes, conjuntos urbanos. O que mais me chamou dentro desse patrimônio é o abandono”.

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