Vacinação contra a gripe: meta em aberto

Edição: 549 Publicado por: Redação em 07/06/2017 as 16:16

 
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No Estado do Rio, 25 dos 92 municípios ainda não vacinaram contra a gripe 50% do grupo prioritário, composto por crianças com idades entre seis meses e menores de cinco anos, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, mulheres com até 45 dias de parto e indígenas. Outras 60 cidades ainda estão com a cobertura vacinal entre 50 e 89%, enquanto apenas sete chegaram à meta de 90% destes grupos imunizados. “A vacina é a melhor forma de prevenção contra a gripe e é fundamental que as crianças sejam protegidas antes da chegada do inverno e a queda da temperatura. As crianças estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações que a doença pode causar. Apesar de simples, a gripe pode evoluir para casos graves, é preciso que as famílias tenham consciência da importância deste ato de proteção”, explica o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Em 2016, a campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada no estado do Rio de Janeiro, como medida preventiva, diante dos casos de H1N1 em São Paulo. A meta de imunizar o público alvo prioritário foi batida antes do fim do período de vacinação, com 4,1 milhões de doses aplicadas, gerando uma cobertura vacinal de 91,5%. Neste ano, o estado ainda registra 74% deste público já vacinado. Em todo o país, por conta da baixa adesão, a campanha foi prorrogada até sexta-feira, 9/6. “A vacina disponibilizada nos postos de saúde é segura e tem sua eficácia comprovada. A cada ano, o imunizante é atualizado, com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde, que monitora os subtipos de vírus que apresentam maior probabilidade de propagação. Este ano, a vacina protege contra os subtipos H1N1, H1N2 e Influenza B”, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

Esclareça suas dúvidas sobre vacinação infantil

Toda criança tem um encontro com a imunização logo ao nascer. E deve repetir esse contato todos os meses, até completar um ano. A partir daí, as idas ao posto de saúde ficam mais espaçadas, mas continuam fundamentais. Com as vacinas aplicadas nessa fase da vida, o bebê estará protegido contra as principais doenças que podem causar complicações graves ou até mesmo a morte. No entanto, na hora de vacinar, muitas dúvidas acabam aparecendo e assustando as mães, por isso, é importante esclarecer que, uma vez observadas algumas orientações, as vacinas são seguras e seus benefícios, inquestionáveis. Abaixo, você confere as principais dúvidas quanto à vacinação infantil:

- A vacina pode causar a doença na criança?

Não. As vacinas induzem o sistema imunológico da criança a se proteger contra vírus e bactérias, para evitar que a criança fique doente se tiver contato com aquele agente.

- É possível tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo?

Sim, as vacinas de cada faixa etária podem ser aplicadas juntas e a criança deve ser observada nas horas seguintes, para detectar eventuais reações adversas. Outra situação comum é a criança apresentar febre ou indisposição física na data prevista para a imunização. Nesse caso, o recomendado é esperar aquele estado passar, para então vacinar. E o que fazer quando a data prevista para a vacina passou? O Ministério da Saúde recomenda que qualquer dose de vacina que não for administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita seguinte ao posto de saúde. Importante é manter o esquema vacinal em dia.

- Quais são as vacinas que devem ser aplicadas nos primeiros meses de vida?

Algumas vacinas fazem parte do calendário dos primeiros 15 meses de vida e devem ser repetidas anualmente, até a criança completar cinco anos de idade, como as que imunizam contra Poliomielite e Gripe. Abaixo, as vacinas recomendadas para cada idade, incluídas no calendário vacinal do Ministério da Saúde e que estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.

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