Festa da Glória

Edição: 558 Publicado por: Marilda Vivas em 10/08/2017 as 15:09

 
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Com o passar dos tempos a festa veio mudando suas características. Nenhum saudosismo trago nessa observação. É natural que seja assim. As gerações se alternam. A festa ganha outros contornos mas, nem por isso perde todas as suas identidades: repiques de sinos, fogos de artifício, bandas de músicas, os reencontros com familiares e amigos de longa data. Abraços. Sorrisos. Tapinhas nas costas. Música. Muita música.

Em antigas lembranças consigo apenas juntar pontas soltas. Nas primeiras, a figura de uma avó sentada nas escadarias da Matriz recomendando à filha que lhe fosse buscar dois quadros emoldurados: um de São Jorge, outro do Sagrado Coração de Maria. Noutras ponta soa forte, no espaço religioso, o fascínio pelo Coral e o desejo de ser parte. Do lado de fora da Matriz, são muitas as pontas entrelaçadas: o fascínio pelo carrossel, o medo nunca enfrentado da Mulher-macaco, os jogos de sorte, o baile, as roupas da festa, a escolha do figurino, as provas na costureira. Íamos para a rua com as nossas melhores roupas.

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