Procuram-se pessoas com amor para dar

Edição: 577 Publicado por: Redação em 20/12/2017 as 09:34

 
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Valença – Como permitir que crianças e adolescentes não adotados tenham acesso ao direito à convivência familiar? Esse é o cerne do Projeto criado pela Vara de Infância e Juventude com o nome “Apadrinhar – Amar e Agir para Materializar Sonhos”. Enquanto a adoção não vem, as crianças institucionalizadas poderão receber todo amor e carinho necessários ao seu melhor desenvolvimento, através da participação espontânea de membros da sociedade civil.

O projeto já vigente, teve início no ano passado. De acordo com o juiz da Vara de Família, Infância e Juventude, Daniel Konder de Almeida, algumas pessoas procuram o Fórum para obter informações sobre o projeto. “Esperamos que com a nova divulgação que está sendo feita, cresça essa demanda por interessados em participar”. Serão atendidas pela iniciativa as crianças acima de 8 anos e adolescentes que, cumulativamente, tenham vínculos familiares rompidos judicialmente ou com possibilidades remotas ou inexistentes de reintegração familiar ou de adoção, além de crianças em qualquer idade no caso de necessidades especiais e em grupo de irmãos vinculados afetivamente, tendo o mais novo idade mínima de 5 anos.

Daniel Konder informa que são três os tipos de apadrinhamentos previstos no projeto: 1) Apadrinhamento Afetivo – O apadrinhado é visitado regularmente pelo padrinho, passa finais de semana, feriados ou férias escolares na companhia do padrinho, possibilitando uma convivência familiar com a criança ou adolescente abrigado; 2) Apadrinhamento Prestador de Serviços – É aquele em que o padrinho, que pode ser pessoa física ou jurídica, atende às crianças e adolescentes da instituição, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade pessoal. Ex.: um professor de dança, de pintura, de música, de artesanato, etc., qualquer um que queira ensinar seu ofício de forma voluntária e não remunerada; 3) Apadrinhamento Provedor – Aquele em que o padrinho, que igualmente pode ser pessoa física ou jurídica, dá um suporte material ou financeiro à criança ou adolescente abrigado. Ex.: pode doar material escolar, vestuário, brinquedos, etc. Pode patrocinar cursos profissionalizantes, de idiomas, de ginástica ou somente participar com uma contribuição financeira para alguma demanda específica da criança ou adolescente.

Requisitos

Para ser padrinho, a pessoa precisa ter mais de 18 anos e residir na comarca em que postula o apadrinhamento. No caso do Apadrinhamento Afetivo, é preciso haver pelo menos 16 anos de diferença entre padrinho e apadrinhado. Além da documentação necessária, o postulante a padrinho deve passar por avaliação psicológica. Equipes – as interdisciplinares das entidades de acolhimento e a da Vara de Família, Infância e Juventude -, formadas por assistentes sociais, psicólogos e profissionais da Justiça, avaliarão as pessoas interessadas e acompanharão o relacionamento com as crianças e adolescentes apadrinhados. “Qualquer pessoa idônea pode participar do Projeto. A responsabilidade na implantação e acompanhamento é do Poder Judiciário”.

Os interessados em participar ou obter maiores informações podem procurar o setor do Comissariado de Justiça, na rua Araújo Leite, 168 – Fórum, ou pelo telefone (24) 2438-5100.

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