Gasolina muito cara: por quê?

Edição: 578 Publicado por: Redação em 03/01/2018 as 09:02

 
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Valença – Recentemente, matéria de canal de TV afirmou que o preço médio da gasolina aqui na cidade é o maior da região. Ainda segundo a reportagem, foi aqui que se encontrou a menor diferença entre o preço mais alto praticado e o menor preço, o que poderia se configurar na chamada cartelização, ou seja, no preço combinado entre as empresas. Independente disso, a população vem criticando pelas redes sociais e ameaçando com boicote. Como o empresariado ainda não foi ouvido nessa problemática, o Jornal Local conversou com proprietário de um dos postos de gasolina da cidade. Ele afirmou que a reclamação da população é justificada, mas o preço elevado é pago por todos, inclusive, pelos comerciantes.

Haroldo Mancebo é proprietário de posto de gasolina no Centro. Para ele, a questão da formação do preço do combustível precisa ser melhor esclarecida para a população. Haroldo ressalta que se fosse leigo no assunto e comparasse os valores praticados aqui no estado e os de São Paulo, também criticaria. “A realidade é outra!”, afirmou ele, destacando que as despesas de um posto de gasolina, atualmente, são altíssimas. Ele deu como exemplo o valor pago pelas empresas somente com força de trabalho. “Um frentista deve sair para um posto, preço final, perto de R$ 2,3 mil. Se você tiver doze frentistas, só de frentistas você vai ter uma despesa de R$ 30 mil!”. Outro exemplo: ele conta que paga, por mês, entre R$ 7 mil e R$ 8,5 mil de eletricidade. Por outro lado, Haroldo duvida que algum empresário ganhe mais que R$ 0,60 por litro de gasolina vendida. “Quando se trata de diesel, quando se trata de etanol, é muito menos”.

Segundo o empresário, o custo para aquisição de gasolina para seu posto não sai por menos de R$ 4,17 o litro. “Você abastece no estado de São Paulo a R$ 3,70 e pouco. Aí, eu compro a mais de R$ 4. Eu tenho que colocar uma margem para eu poder manter o meu posto aberto”, alegou, lembrando que o valor diferenciado entre estados se deve ao ICMS elevado do Rio. Haroldo informa que, no último levantamento feito na cidade, há dois anos, o consumo de gasolina em Valença estava em 800 mil litros/mês. “Se nós temos oito postos aqui na sede, você teria uma venda média de 100 mil litros por posto. Se você dividir entre diesel, gasolina e etanol - o lucro com gasolina fica em R$ 0,60, o diesel não chega a R$ 0,30 e o etanol chega a uns R$ 0,45 -, você vai ter um lucro médio de R$ 0,45. Com R$ 45 mil de lucro bruto no posto, você não paga despesas”.

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