Desesperada furta joias da patroa por causa de golpe

Edição: 591 Publicado por: Redação em 04/04/2018 as 09:35

 
Leitura sugerida

Valença – Uma ocorrência comum de furto acabou ganhando grande proporção após a Polícia Militar conseguir prender, em Barra do Piraí, uma mulher acusada de cometer o golpe do falso sequestro. Por causa da coerção, a vítima chegou a furtar joias da casa onde trabalhava para resgatar o filho de sua empregadora, que supostamente estaria nas mãos dos criminosos. A verdadeira acusada, a golpista, acabou presa no bairro Califórnia, em Barra do Piraí. De acordo com informações, por volta das 12 horas da última quinta-feira, 29 de março, a Polícia Militar recebeu solicitação através do 190. A vítima, residente no município de Valença, percebeu ter sido furtados de sua residência, dinheiro e joias. Considerando, inicialmente, sua empregada doméstica como suspeita do furto. A Polícia Militar obteve a descrição das características físicas da suspeita e realizou patrulhamento nos pontos de ônibus, táxi e demais locais de acesso e saída da cidade. Por fim, reconheceram a funcionária da vítima numa fila de bilheteria na rodoviária de Valença. Abordada e indagada, averiguou-se que a mulher se encontrava em posse dos bens subtraídos da residência. Na abordagem, a suspeita passou a esclarecer que estava em seu local de trabalho, quando foi surpreendida por ligação, onde um homem relatou que o filho da dona da residência havia sido sequestrado e estava prestes a perder a vida caso ela, a funcionária, não atendesse suas ordens. A partir disso, a funcionária foi instruída a recolher da moradia todo dinheiro e joia que soubesse existir ali para que, em seguida, depositasse numa conta em uma casa lotérica o dinheiro. O criminoso forneceu a ela o número de conta para a efetuação do depósito e um número de telefone para confirmar a realização do mesmo e receber as próximas instruções para a entrega das joias, como complemento do resgate do filho sequestrado de sua patroa.

A empregada informou que, como os patrões não se encontravam na residência, no momento da ligação, resolveu tomar para si a responsabilidade do resgate, passando a agir convencida de que estaria de fato salvando uma vida, não percebendo tratar-se de um popular crime, o “Golpe do Falso Sequestro”.

Prisão

Com o depósito em dinheiro realizado, numa casa lotérica de Valença, o “sequestrador” continuou a dar instruções por meio de ligações telefônicas para a entrega de joias, que inicialmente, seria praticado na rodoviária do município de Barra do Piraí. Neste momento, a guarnição da Polícia Militar, acompanhando a funcionária, direcionou-se ao município vizinho. Contudo, posteriormente, ao chegarem na rodoviária, o “sequestrador” alterou o endereço de entrega das joias: o distrito de Califórnia da Barra, ao lado do CIEP. Desta forma, as guarnições do Patamo de Valença e GAT/CPA, foram auxiliados pelo serviço reservado (P2 do 10°Batalhão), que acompanharam o passo a passo da ocorrência. Já no Califórnia, novas instruções chegaram para a funcionária, no local indicado, haveria um telefone público no qual ela deveria fazer contato com o “sequestrador”. Feita a ligação, o mesmo a instruiu a deixar a bolsa de joias no orelhão público, pois enviaria alguém para buscar os bens. Dessa maneira, a funcionária seguiu as instruções finais e deixou, rapidamente, o local em segurança, estando a todo o momento, sob a proteção das guarnições da Polícia Militar de Valença. Entregue a bolsa, a polícia observou uma mulher numa esquina próxima dali, de forma que essa detinha a visualização do telefone público e falava ao celular. Atentos ao comportamento da mesma, rapidamente a mulher, que ainda falava ao celular, deslocou-se em direção ao telefone público e recolheu a bolsa. Surpreendida pelos PMs, averiguou-se que a mulher abordada se comunicava com um homem, que se encontrava preso e a instruía a enviar fotos das joias. Ela foi identificada como Rayane Braga Canabarro e relatou ainda, o nome completo do “sequestrador”, Salim Alves Marco Neto, com quem namora a pouco tempo e visitou no sistema penitenciário onde está preso. Segundo ela, ele é o responsável pelas ligações feitas e toda a articulação do crime. Consequentemente, a mesma recebeu voz de prisão, na Califórnia da Barra, e foi conduzida para a 91ª DP de Valença, sendo então acusada e enquadrada no artigo 158 do Código Penal pelo crime de extorsão. Foram recuperadas e devolvidas às vítimas as joias (dez relógios, cordões, pulseiras, tornozeleiras, brincos e anéis), além do dinheiro em espécie de moedas estrangeiras: dólares, euros e pesos argentinos. A funcionária doméstica que recebeu as ligações do criminoso foi liberada após prestar depoimento. Participaram da ocorrência os PMs sargento Galdino e cabos Luciano e Ferreira, (Patamo/Valença) e ainda, GAT/CPA comandado pelo sargento Cristian. (RO foi o 00603/2018).

Galeria de imagens

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...