Greve gera desabastecimento e paralisações

Edição: 599 Publicado por: Redação em 30/05/2018 as 09:19

 
Leitura sugerida

Valença – A forte crise nacional gerada pela greve promovida pelos caminhoneiros atingiu fortemente o Estado do Rio. Valença não seria diferente: já na sexta-feira, dia 25 de maio, era visível na cidade os efeitos da paralisação geral do transporte rodoviário de mercadorias: ônibus da Viação Princesa da Serra abastecendo em postos de gasolina; escolas municipais com aulas canceladas; filas enormes de veículos abastecendo nos postos de combustíveis. Ainda mesmo na sexta-feira, a Prefeitura já comunicava redução de várias atividades por conta da greve.

A escassez de combustíveis na cidade afetou, primeiramente, o transporte coletivo, o que gerou um verdadeiro efeito em cadeia, já que vários estudantes e trabalhadores do Centro moram em bairros periféricos e distritos. A reportagem flagrou na tarde da quinta-feira, dia 24, imagens que mostravam o problema chegando: veículos da empresa de ônibus parados para abastecer nos postos de gasolina da avenida Nilo Peçanha e do Barroso. Na Nilo Peçanha, o fato não só causou estranhamento em quem passava, como também, algum transtorno, já que dois veículos longos tomaram parte da rua e atravancaram o trânsito enquanto estiveram no local.

Outra imagem impactante da crise pôde ser vista na sexta-feira, dia 25, em vários postos de gasolina: filas quilométricas marcaram a busca desesperada de proprietários de carros de passeio por combustível. A reportagem flagrou uma dessas filas: no posto de gasolina do bairro Aparecida, a fila se estendia para além do antigo restaurante Tenda dos Sabores. Quem enfrentou uma dessas filas, teve que ter paciência para esperar a sua vez. Mais uma imagem da crise foram as escolas municipais: o último dia de aula foi a quinta-feira, dia 24. Já na sexta-feira, a Prefeitura decretou suspensão das aulas em virtude da paralisação de várias linhas do transporte coletivo. De acordo com a Polícia Militar, o efetivo continua realizando rondas normalmente e o serviço não foi afetado.

No domingo, dia 27 de maio, a Feira Municipal funcionou normalmente. A reportagem esteve no local e conversou com alguns feirantes. Aqueles que trazem produtos do Ceasa estavam com poucos produtos à venda no domingo. Quem estava com a banca cheia eram os produtores locais. A reportagem fez conferência no preço dos produtos e constatou que não houve nenhuma alteração de valores com relação a semanas anteriores. Quem aparentemente repassou o peso da crise para o consumidor, contudo, foram os vendedores de gás de cozinha: nas redes sociais, estouraram várias denúncias da botija sendo vendida acima dos R$ 100 em diferentes comércios. Nenhuma explicação foi apresentada nas redes pelos comerciantes para o valor elevado.

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes. Assine já e tenha acesso ao conteúdo na íntegra!

Galeria de imagens

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...