Os 100 anos da chegada do Exército

Edição: 615 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 19/09/2018 as 09:45

 
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Valença – A semana que marca o aniversário da cidade – comemorado no dia 29 de setembro - servirá para celebrarmos outra data importante do município: o Centenário da vinda do Exército Brasileiro para cá. Hoje, toda essa história está sendo preservada pelos militares do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve – Esquadrão Tenente Amaro – que, para saudar os 100 anos da presença do Exército na cidade, elaborou programação variada para comemorar a data. O Jornal Local esteve na unidade e conheceu um pouco dessa história, além de receber informações sobre as comemorações do Centenário do Exército em Valença.

A reportagem entrevistou o comandante do 1º Esquadrão, major de cavalaria Rafael Barbosa Pereira, e o Relações Públicas, tenente Waldey Calixto. Calixto conta como foi a vinda do Exército para a cidade. “Em 1915, quando no início da Guerra [1ª Guerra Mundial], eles resolveram adquirir uma propriedade para se instalar uma unidade militar. Naquele mesmo ano, começaram as conversas e conseguiu-se adquirir essa propriedade, da Fazenda da Vila Leonor, que era de propriedade do Comendador Antônio Jannuzzi, para se instalar uma unidade militar. Em 1917, foi criado o 19º Grupo de Artilharia de Montanha (GAM) e seu efetivo chegou aqui em Valença em meados do mês de março de 1918”. Segundo o militar, desde então, várias unidades vieram para a cidade, o que culminou nesses 100 anos da presença do Exército em Valença.

Entre as unidades, Calixto lembra da existência de um Depósito de Remonta (tratamento de cavalos); uma Enfermaria Escola; a Formação Sanitária Regional (de onde se originou o 1º Batalhão de Saúde, um batalhão expedicionário que atuou na 2ª Guerra Mundial); o 4º GCAN 90 (Grupo de Artilharia Canhão 90); o 32º BC (Batalhão de Infantaria); o 2º BCC (que contou com mais de seiscentos militares); o 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada; e, atualmente, o 1º Esquadrão de Cavalaria Leve, entre outras unidades. “A chegada do Esquadrão foi de 1971 a 1974. Em 1973, ao que parece, eles se deslocaram do Rio de Janeiro para cá. Seria mais uma data histórica, pois estaria completando 45 anos do 1º Esquadrão, independente da denominação, aqui em Valença”.

Até o final do ano, essa data também será motivo de homenagens e o Jornal Local aproveitará a passagem para falar um pouco da história do 1º Esquadrão, sua participação na 2ª Guerra Mundial e de nomes importantes desta unidade, como o do capitão Plínio Pitaluga, que dá nome ao Museu Militar existente no 1º Esquadrão.

Capitã Berta

Muitos nomes marcaram a história do Exército Brasileiro na cidade. Major Rafael destaca a Capitã Berta, que fez parte da Formação Sanitária Regional. “Era a militar que dá o nome para a nossa Seção de Saúde. [...] Aqui em Valença, foi toda a formação sanitária que deu origem ao 1º Batalhão de Saúde, que é o Batalhão que foi para a Guerra. O Museu conta um pouco dessa história; faz uma homenagem a todos os militares de saúde que foram para a Itália. Não conta apenas a história do Esquadrão”.

De acordo com o tenente Calixto, a Formação Sanitária Regional era uma unidade militar onde se formavam padioleiros, enfermeiros, etc., que, às vezes, eram designados para servir em outros locais. “Com o advento na 2ª Guerra, no Brasil, criou-se o Batalhão de Saúde e todo o pessoal da Formação Sanitária foi para o 1º Batalhão de Saúde. Então, esse pessoal participou na 2ª Guerra pelo Batalhão de Saúde”.

Veículos históricos

A 2ª Guerra Mundial foi preservada pela unidade militar não apenas através do Museu Pitaluga: modelos de veículos blindados são mantidos no local e marcam um pouco do advento tecnológico desde aquele período. Um exemplo é o jipe Willys, ainda em funcionamento, que é réplica dos veículos utilizados no conflito a partir de 1942. Uma empresa americana, pós-guerra, readaptou o modelo. “Foram criadas 135 unidades apenas no mundo desse jipe Willys, na versão bombeiro (fire-truck). Um desses está aqui”.

Outro modelo utilizado na Grande Guerra, a Half-track, tem uma réplica (só na carcaça) no 1º Esquadrão de Cavalaria Leve, como também o blindado M8, o CBR MB1 (protótipo do Cascavel), o caminhão Hell (transporte de tropas) e outros. Calixto conta que há um estudo para conhecer o ano de fabricação do Half-track e saber se o veículo esteve na 2ª Guerra Mundial. “Temos um outro jipe Willys, da década de 70, que tem duas histórias: primeiro, que no translado dos restos mortais do Mascarenha de Moraes, o comandante da FEB, 1982, esse jipe participou da escolta; [...] e, segundo, ele é uma viatura do Esquadrão de Cavalaria Mecanizada”.

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