Investigações contra deputados permanecem em curso

Edição: 625 Publicado por: Redação em 28/11/2018 as 10:29

 
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Rio de Janeiro – O deputado estadual valenciano, eleito no dia 7 de outubro, André Corrêa, continua, junto com outros nove parlamentares, preso na sede da Polícia Federal, na capital do estado. As investigações estão em andamento e levantam esquemas de recebimento de “mensalinho” pelos parlamentares em troca de votações favoráveis dos projetos de Lei do Estado; prática de loteamento de instituições; e operações financeiras fraudulentas realizadas por assessores. Até o momento, pouco se sabe sobre a linha de defesa de André Correa no processo.

A Operação Furna da Onça, deflagrada no dia 8 de novembro e que prendeu o valenciano e outros deputados, aconteceu um ano após as prisões efetuadas na Operação Cadeia Velha, que alcançou os parlamentares Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Ela investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual. De acordo com investigações, André, entre outros, recebia R$ 100 mil/mês, segundo delação feita pelo operador financeiro de Sérgio Cabral, Carlos Miranda. Após as recentes prisões, cumprindo a determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, a Alerj exonerou vários assessores que foram alvos da operação “Furna da Onça”. Entre eles, José Antonio Wermelinger Machado, assessor de André Corrêa — que, como o deputado, cumpre prisão preventiva —, teve a exoneração publicada como “a pedido”. André Corrêa, em depoimento à Polícia Federal, teria confirmado que diversos cargos públicos são divididos pelos parlamentares da Alerj. E negou que haja um loteamento de cargos. Segundo o deputado preso, trata-se de ‘prática política’.

Os parlamentares tiveram a prisão temporária convertida em preventiva por ordem do desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2) no dia 12. A PF questionou André Corrêa sobre uma tabela apreendida com o deputado estadual Edson Albertassi (MDB), preso na Operação Cadeia Velha, no ano passado. Segundo a planilha, André Corrêa teria a sua disposição cargos nos postos do Detran (dentre outros órgãos) contidos nos municípios de Valença, Nova Friburgo, Vassouras e Cantagalo’, cidades do interior do Rio. Em resposta, André informou reconhecer essa divisão, porém não vê ilicitudes na prática.

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1 comentários

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Lisarb brasil em 30/11/2018 às 07:34 disse:

Cadê os "sujeitos" que defendiam o meliante?
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