O que André queria ficou com outro André

Edição: 633 Publicado por: Redação em 06/02/2019 as 13:53

 
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Rio de Janeiro – No dia seguinte a posse dos deputados estaduais, no sábado (2/2), os parlamentares reuniram-se no Palacio Tiradentes para a eleição do presidente que dirigirá os destinos da casa legislativa. A chapa única apresentada foi encabeçada pelo, então interino, presidente André Ceciliano (PT) obteve 49 votos a favor, sete contra e oito abstenções. Na terça-feira (5/2), Ceciliano se reuniria com o colégio de líderes da Assembleia Legislativa (Alerj), para decidir se dá posse ou não aos seis deputados estaduais que estão presos, dentre os quais André Correa. O mesmo assunto será tratado junto a Mesa Diretora na quarta-feira (6/2) e, se tudo correr bem, os deputados deverão ser empossados. Segundo a coluna Informe O Dia, “Ceciliano quer dar posse aos amigos”.

Ceciliano mostrou-se um político de sorte. Interino por conta dos afastamentos de Jorge Picciani e de Wagner Montes, presidente e primeiro vice, disputou as eleições de 2018 vislumbrando a permanência na presidência da Alerj. O caminho, aparentemente aberto, tinha um novo favorito: André Corrêa (DEM). Com a derrota do seu candidato ao governo estadual, Eduardo Paes, e a surpreendente vitória de Wilson Witzel (PSC), André Corrêa teria passado a flertar com o novo grupo político. Até que a “Lava Jato” cruzou o seu caminho, em novembro, com a Operação Furna da Onça, liberando o caminho para Ceciliano. Ao chegar preso à Polícia Federal, André Corrêa ainda manteve sua candidatura, que se tornou inviabilizada, já que não foi solto até agora.

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