Prédio histórico do Colégio Theodorico Fonseca recebe reformas

Edição: 637 Publicado por: PHN em 07/03/2019 as 08:57

 
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Valença – Um dos imóveis mais belos e há muito abandonado no Centro Histórico é, sem sombra de dúvidas, o antigo Palacete Visconde do Rio Preto, prédio que abriga, hoje, o Colégio Estadual Theodorico Fonseca. Só que agora, graças ao empenho da direção da unidade escolar e o apoio do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), várias intervenções estão sendo realizadas para resgatar aquele patrimônio da história do município. Em uma dessas intervenções, parte da história arquitetônica da cidade está sendo resgatada, através da descoberta de desenhos de paredes comuns em imóveis do estilo neoclássico.

Segundo a diretora do colégio, Renata Andrade Leite, o Estado repassou para todas as unidades cotas para manutenção dos prédios escolares. “Nós recebemos e fomos recebendo orientações sobre quais as ações seriam prioritárias para que essas reformas ou aquisições fossem efetuadas. Em um dos momentos, a exigência foi a pintura das fachadas. Como essa aqui não é uma fachada de um prédio como outro qualquer – é a fachada de um prédio tombado -, a gente teve que começar a conversar com o Inepac para que nada fosse feito de qualquer maneira”. Sonia Rachid, arquiteta e técnica do escritório local do Inepac, conta que a direção do Theodorico passou a atuar no convencimento da Sede Regional e da Secretaria de Educação (Seeduc) sobre as ações especiais que deveriam ser direcionadas ao prédio do colégio. “Esse tipo de sensibilidade tem que existir para a gente conseguir até, junto ao Estado, convencer sobre a importância de um prédio neoclássico, um dos mais belos exemplares de Valença”.

Para a arquiteta, está sendo o esforço da Renata e sua equipe que está ajudando a resgatar a memória e a beleza do Prédio. “Não se trata de uma restauração. A gente conseguiu uma pintura de limpeza. Uma restauração seria muito mais cara, mas como tinha que ser feito, a gente começou nesse pé”, conta Renata. Com a liberação para a pintura das quatro fachadas – o Estado, inicialmente, entendia como importante a pintura apenas da fachada fronteiriça ao Jardim de Cima-, a direção buscou também o reparo ou reposição das janelas. “Tudo isso foi conversado!”.

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2 comentários

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Paulo Stivanin em 18/05/2019 às 21:15 disse:

Tambem estudei nessa escola de 1973 a 1978. Muitas saudades desse tempo. Sei que o professor Gilberto ( de ciencias) tirou algumas fotos da minha turma. Gostaria muito de ver tais fotos.
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José Ricardo de Almeida em 11/03/2019 às 14:52 disse:

Estudei nessa instituição de 1973 a 1978 onde pude adquirir toda base do conhecimento que me levou a integrar o corpo técnico de uma grande empresa pública, anos depois. Estou muito feliz pelo cuidado com esse inestimável patrimônio, construído pelo maior vulto da história valenciana. Parabéns aos responsáveis. E que esse exemplo se prolifere para outros imóveis históricos de nossa amada terra valenciana.
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