Praga deixa apicultores em alerta

Edição: 638 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 13/03/2019 as 09:00

 
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Valença – Um besouro de pequena dimensão está deixando os zoólogos, técnicos e apicultores em alerta no país. O problema é que o pequeno – e aparentemente, inofensivo – inseto pode ser a causa de estragos na produção do mel. Oriundo da África, o Pequeno Besouro das Colmeias já trouxe prejuízos à apicultura europeia. Há poucos anos, ele chegou às Américas e já há casos confirmados no Brasil. Mas, para tranquilizar os apicultores da cidade e região, os técnicos afirmam que a solução para esta praga pode ser bem simples: capacitação e aplicação de boas práticas no cuidado das colmeias.

Luís Henrique Soares Alves, mestre em Biologia Animal e doutor em Ecologia aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais, além de pesquisador na área de Apicultura, conta que o Pequeno Besouro das Colmeias (Aethina túmida) é considerado uma praga, pois invade as colmeias para depositar seus ovos. “O adulto tem uma parte do seu ciclo dentro da colmeia. E lá na colmeia, quando ele encontra um local apropriado, ele coloca os ovos. Os ovos eclodem e viram uma larva. E essa larva começa a transitar pela colmeia. E quando tem a presença de mel, ela vai consumir o mel, porque se alimenta de pólen. [...] E ela tem uma levedura associada a ela, no corpo dela. Então, ela acaba contaminando o mel com essa levedura e ele começa a sofrer fermentação, ficando impróprio para o consumo e para a comercialização”. Contudo, Luís Henrique tranquiliza, ainda não há indícios que o mel contaminado provoque qualquer malefício à saúde humana. “Somente a inviabilidade da produção”.

Ele explica que o besouro é originário da África, onde não causa grandes prejuízos. Contudo, proliferou para outras áreas, como a Europa, onde sua presença gerou problemas na produção do mel e comprometeu colmeias. “Em 1996, foi o primeiro relato desse besouro fora do continente Africano”. Segundo Luís Henrique, o primeiro registro aconteceu nos Estados Unidos e desde então, o inseto se dispersou pelo mundo: Europa, América Central, etc. “Até chegar ao Brasil em 2016, no estado de São Paulo”. Segundo ele, no mesmo ano, houve uma notificação na região metropolitana do Rio de Janeiro. Hoje, segundo o pesquisador, já há relatos em todas as regiões do estado.

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