Valenciano faz maquetes e resgata a história

Edição: 639 Publicado por: Ana Terra em 20/03/2019 as 14:09

 
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Valença - “Você tem que preservar o que você tem para ter história”. Essa é a frase do Marcos da Silveira Melo, aposentado, 59 anos, que tem ganhado atenção nas últimas semanas com publicações dos seus trabalhos. Os mais famosos são as réplicas da Igreja Nossa Senhora da Glória e o antigo Casarão das Artes. Ele usa materiais recicláveis, como madeira, papelão, papel paraná e cola e conta como é o preparo para fazer os trabalhos manuais. “Colo papel paraná em cima do papelão para criar uma textura especial, envernizo para preservar, mas antes faço um tratamento no papelão, passo álcool e hidratante”.

Marcos viralizou nas redes sociais com publicações de suas maquetes, chegando a ter mais de 844 curtidas em uma das postagens. Comentários de incentivo e parabenizando o artesão são comuns, mostrando como um trabalho manual pode recuperar a identificação da população valenciana com a história da região.

“Estou querendo resgatar a história de Valença, dos casarões e da ferrovia. Na época da ferrovia, Valença era uma maravilha, tinha muito emprego e as construções eram muito bonitas”. Marcos, além da Igreja e o Casarão, ele já fez as estações de Conservatória, Barão de Juparanã, Rio Bonito, Pentagna e está terminando o Hotel Valenciano. Ainda fez réplicas dos trens da região e de vários modelos de barcos. Ele já tem planos para fazer o prédio do Colégio Theodorico Fonseca e da Rodoviária Princesa da Serra, na época da estação e mostrou determinação de refazer todas as construções centenárias de todo o município. Ele também faz a parte elétrica das maquetes, instala luzes e faz um mecanismo para os trens andarem.

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