Como a cidade recebe o turista?

Edição: 653 Publicado por: Ana Terra e Paulo Henrique Nobre em 26/06/2019 as 09:19

 
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Valença – Imagine a situação de pessoa ou família que, tendo ouvido falar da cidade ao passar pela região, resolveu conhecê-la. O que esse turista encontrará quando chegar aqui, por exemplo, de ônibus? Como ele fará para chegar aos locais culturais, históricos e paisagísticos do distrito sede e demais distritos? Provavelmente, terá que ser no boca-a-boca, já que a cidade ainda não conta com PIT – Ponto de Informação Turística – e outras importantes políticas públicas voltadas ao turismo. O Jornal Local levantou a situação quanto ao atendimento ao visitante em alguns espaços culturais da cidade e conversou com quem trabalha com turismo. As reclamações são várias. A Secretaria de Cultura e Turismo também falou, apontando o desmonte deixado por gestões anteriores e as iniciativas que estão ocorrendo agora.

Valença possui vários museus, dos mais variados perfis e com extraordinários acervos. Mas como é o acesso a eles e o atendimento ao visitante? A reportagem foi buscar a informação. De acordo com o capitão do Exército, Calixto, o Museu Militar Capitão Plinio Pitaluga, instalado dentro do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve – Esquadrão Tenente Amaro -, funciona todos os dias. Segundo ele, de segunda a quinta-feira, o Museu recebe visitas individuais, sem necessidade de agendamento, nos seguintes horários: de 8h às 11h e das 14h às 16h. Para visita de grupos, nesses horários, é preciso agendar. Na sexta-feira, só há visita ao Museu Pitaluga no horário entre 8h e 11h (individual ou agendada). Nos finais de semana, apenas visita de grupos previamente agendados: não é permitido atendimento individual. Todas as visitas são guiadas. Os agendamentos e mais informações podem ser obtidos pelo telefone (24) 2458-4424 ou pelo email relpubesqdcl@hotmail.com, com antecedência de, no mínimo, sete dias. O endereço do Esquadrão Tenente Amaro é rua Comendador Antônio Jannuzzi, 415 - bairro Belo Horizonte.

O Museu Ferroviário de Valença funciona no andar de cima da Rodoviária Princesa da Serra. Criado em 2001, ele ficou muitos anos aos cuidados do Sebastião Vitor. Hoje, o museu recebe ajuda de mais pessoas, como o Marco Antonio e a Elizabeth, filha do Sebastião Vitor. O museu está em funcionamento, de terça-feira aos sábados, de 9h às 12h e 14h às 17h e grupos com mais de 15 pessoas precisam ser divididos. Eles tentam trocar dois sábados do mês para domingos, pois é quando recebem muitos visitantes. Ele conta com um acervo de aproximadamente 120 peças, entre fotografias, livros e objetos da ferrovia de Valença. Como Marco Antônio explica, o museu sempre passou por dificuldades, ele era mantido com doações dos visitantes e com o dinheiro de Marco e do Sebastião Vitor. Hoje, a Elizabeth cuida do museu e recebe ajuda da Prefeitura Municipal de Valença e da Uvafer. “Temos planos de transferir o museu para o nível da rodoviária, tentamos alugar um lugar maior e mais acessível. Recebemos pessoas de vários lugares diferentes, então queremos um lugar próximo aos vagões, para facilitar”, acrescenta Marco Antônio.

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