Crescem casos de varíola bovina em humanos

Edição: 662 Publicado por: Redação em 28/08/2019 as 08:55

 
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Valença – A varíola, doença que atingiu o país em diferentes ciclos da história está, hoje, erradicada. Mas a varíola bovina, uma “parente” distante, começa a causar preocupação. Inclusive, aqui na cidade. Principalmente por conta de sua transmissão para o ser humano. Até julho deste ano, o setor municipal de Vigilância em Saúde notificou dez casos. E neste mês de agosto, quatro novos casos foram descobertos: os quatorze casos no distrito de Santa Isabel do Rio Preto. Para os técnicos e especialistas, a melhor maneira de combater a doença são as práticas preventivas e a proteção ao trabalhador do meio rural.

Vera Lúcia Bastos, diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Valença, conta que o setor começou a ficar mais atento à doença quando foi notificado um caso de varíola bovina em humanos – cientificamente denominada Vaccinia - no ano de 2017. “A gente tem observado um acréscimo. Em 2018, em torno de cinco a seis casos de varíola bovina. Em 2019, até o mês de julho, já tivemos dez casos registrados. Quer dizer, houve um aumento de 100%. Em agosto, já são quatro casos em humanos”. Vera explica que a doença é transmissível tanto do animal para o homem quanto no caminho oposto, através do contato. “O trabalhador rural, no ato de tirar o leite sem os devidos cuidados – são esses cuidados, a nossa intenção agora é fazer prevenção através de todos os cuidados que têm que ser feitos -, ele adquire essa doença”. Segundo a diretora, a varíola bovina é uma doença autolimitante, com um ciclo que dura entre dez a doze dias e o paciente se cura.

Renata Costa, chefe do Núcleo Estadual de Defesa Agropecuária, explica que a cidade já teve outros casos de varíola bovina humana antes de 2017, mas, na época, esse tipo de enfermidade não era notificada. “Mas ela já existia aqui na região!”. Vera Bastos conta que houve casos em outras regiões, desde o primeiro registro em 2017, mas que, em 2019, os quatorze casos notificados vêm de diferentes propriedades rurais do 3º distrito. “Eu não sei se os outros [distritos] não conhecem e não estão notificando ou se realmente não existe!”. Ela conta que o Município só tomou conhecimento da doença em 2017 graças à parceria com o Núcleo.

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