É o fim das sacolas plásticas

Edição: 683 Publicado por: Jéssica Pançardes em 05/02/2020 as 10:36

 
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Valença - Quando o assunto é sustentabilidade no século XXI, é possível perceber que muita coisa está em mudança. Um exemplo é o fim da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados do Rio de Janeiro, medida adotada no último dia 15, mas que já começou a impactar no bolso e no dia a dia do consumidor.

Mudanças

No último ano, já havia sido decidido que o modelo das sacolas fornecidas pelos estabelecimentos do estado iria sofrer uma mudança, elas passariam a ser de material biodegradável e, ao contrário de como era, seriam fornecidas apenas duas por cliente. Entretanto, não para por aí: muitas modificações ainda estavam por vir, e ao que parece, este momento chegou. No dia 15 de janeiro, foi consumada a totalidade da Lei Estadual n° 8.006/18, que havia entrado em vigor em 26 de junho do ano passado de forma mais cautelosa, para que a população pudesse se acostumar com esse novo hábito. Mas agora, tornou-se total dever do consumidor levar suas próprias bolsas na hora de ir às compras. A mudança, que pôde ser percebida logo nos primeiros 6 meses do segundo semestre de 2019, com a retirada de 1 bilhão de sacolas plásticas do meio ambiente, segundo matéria do site Agência Brasil, poderá ser notada ainda mais agora que elas tiveram a gratuidade cortada pelo setor, o que leva o consumidor a ter que tomar decisões de forma mais ágil e rápida, podendo levar sua própria bolsa, ou então comprar nos mercados. A medida, segundo Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), pretende retirar cerca de 50% do consumo das sacolas até o final deste semestre, que anteriormente era de 4 bilhões. “A gente espera atingir essa meta importantíssima de redução de 2 bilhões de sacolas plásticas em apenas um ano”, assinalou.

Muitas interpretações

Porém, a lei ainda divide opiniões, como afirmou a estudante de Direito, Nathália de Paula, 22, que acredita que o projeto foi mal pensado. “No sentido de que realmente precisava ter sido algo definitivo, porque simplesmente parar de dar sacolas e vendê-las não impede que as pessoas que têm mais condição [financeira] e que pouco se importam com o meio ambiente ainda consumam”. Os questionamentos não param por aí, como observou a professora Maria Mattos, 50, que afirmou concordar com a ideia de não distribuírem as sacolas, mas questiona a legitimidade de ainda serem vendidas e não ter sido adotada nenhuma outra medida sustentável para ajudar o cliente. “O valor é pouco, mas já que agridem o ambiente, deveriam ser retiradas totalmente e substituídas por sacolas de papel reciclado. [...] Deveríamos, além dessas medidas, eliminar outros plásticos também e promover a conscientização da população a respeito do porquê não utilizar o plástico. Temos que pensar que quando falamos em jogar o lixo fora, não existe fora, estamos jogando no planeta”.

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